Despoluição do Rio Tietê

Fundamentais para a reprodução a vida e das atividades humanas, os rios vêm recebendo cada vez mais atenção do poder público e das populações para que possam ser melhores cuidados e geridos.

Se antes os rios eram mais respeitados e até mesmo sacralizados, com o passar dos anos, o aumento das cidades e, consequentemente, da atividade industrial e das populações fez com que os rios se tornassem apenas o escoadouro de rejeitos e efluentes urbanos.

As indústrias poluíam, o saneamento básico não existia e as normas ambientais era extremamente frágeis. Ainda que tenhamos avançando bastante nessas questões nas últimas décadas, o quadro ainda é bastante preocupante.

Um dos produtos desse avanço na conscientização ambiental é a tentativa de universalização do saneamento básico em todo o território nacional. Essa rede de serviços é indispensável para se ampliar a qualidade de vida da população, reduzindo a mortalidade infantil, as comorbidades e a vulnerabilidade das pessoas.

O saneamento básico bem implementado diminui drasticamente os impactos e danos ambientais provenientes de nossas atividades cotidianas. O tratamento do esgoto antes de lançá-lo nos corpos hídricos é um fator determinante para se evitar que a saúde do rio seja completamente devastada, que é o caso de centenas de rios Brasil afora.

 

Poluição no Rio Tietê

Com mais de 1000 quilômetros de comprimento, o rio Tietê é considerado um dos rios mais importantes do país, tamanha sua diversidade de aplicações e abundância.

Transporte aquaviário, geração de energia hidrelétrica e turismo são algumas das grandes aplicações do rio, ajudando a desenvolver socioeconomicamente várias cidades do estado de São Paulo.

Uma das grandes aplicações do Rio Tietê é também a captação par abastecimento de água pra algumas cidades, como é o caso de Araçatuba.

O rio Tietê como é conhecido hoje, ou seja, um expoente de poluição e mau odor, é algo bem recente. Não faz muito tempo que o rio ainda abundava de peixes em águas translúcidas.

O esgoto industrial da região do ABC foi um dos grandes vetores de poluição do rio, em uma época onde a industrialização primava inteiramente sobre o meio ambiente. Algo que avançou bastante, ainda que estejamos bastante deficitários até o momento.

Essa poluição fez com que o rio Tietê deixasse de abastecer a cidade de São Paulo. A crescente população, as constantes retificações e etc., contribuíram para a “morte” do rio tietê, como é considerado atualmente.

Com o avanço da legislação, as indústrias foram melhor controladas pelo estado, diminuindo consideravelmente a carga de efluentes sem tratamento no rio. Desta forma, a expansão urbana que jamais cessou passou a ser o grande vetor de poluição, por conta do lançamento dos esgotos domésticos.

 

Programa de Despoluição do Rio Tietê IV

O Programa de Despoluição do Rio Tietê é coordenado pela SABEP, sendo reconhecido como o maior programa de saneamento ambiental do Brasil.

A ECO 92 sediada no Brasil acalorou ainda mais o debate ambiental no país. Um abaixo assinado recolhido com mais de 1 milhão de assinaturas na capital solicitava o devido respeito e tratamento do rio Tietê, evidenciando que a mobilização social pode ter sim efeitos a nível de políticas públicas.

Segundo a SABESP, o objetivo do Programa Tietê IV é “contribuir com a recuperação da qualidade das águas do rio Tietê e seus tributários, na Região Metropolitana de São Paulo, por meio da ampliação da cobertura de esgotamento sanitário”.

Mais de 3 bilhões de reais e com o passar dos anos, foram executadas diversas obras com a finalidade de diminuir a carga de efluentes que chegavam até o rio Tietê, como a inauguração de três Estações de Tratamento de Esgoto, quilômetros de coletores-tronco, interceptores, redes coletoras e milhares de ligações domiciliares.

Desta forma, mais de 8 milhões de pessoas passaram a ter seus efluentes tratados, a coleta de esgoto da Região Metropolitana de São Paulo cresceu quase 15% (totalizando 84%), e o tratamento desse esgoto teve um crescimento exponencial, passando de 24% para 70%.

Na fase IV, pretende-se realizar novas obras e implantar mais infraestrutura, aumentando o número de beneficiários e ajudando a diminuir ainda mais os impactos no Rio Tietê, como:

  • Ampliação da capacidade de tratamento de águas residuais em 2 ETEs (Parque Novo Mundo e São Miguel Paulista);
  • Ampliação da fase sólida da ETE Barueri para 16 m3 /seg.
  • Construção de 200 km de redes coletoras;
  • Construção de mais 160 km de Interceptores e Coletores-tronco.

Desta forma, com mais esse aporte de investimentos a serem captados junto ao BID, a SABESP perpetua o seu compromisso de melhorar a qualidade de vida do cidadão paulistano, elevando a abrangência dos seus serviços, de modo a assegurar a melhoria da qualidade ambiental e recuperação do rio Tietê.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *